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Tutorial 416

Monitoramento do Índice Bispectral e do Despertar Intraoperatório

Brian Chang1†, Richard Raker2, Paul S. García3

1 Residente em Farmácia, Universidade Presbiteriana de Nova Iorque – Centro Médico da Universidade de Columbia, Nova Iorque, NY, EUA

2 Professor Associado de Anestesiologia, Universidade Presbiteriana de Nova Iorque – Centro Médico da Universidade de Columbia, Nova Iorque, NY, EUA

Editado por: Dra. Clara Poon, Consultora Anestésica, Hospital Queen Mary – Universidade de Hong Kong

† E-mail do autor correspondente: bac9046@nyp.org

Publicado em 31 de dezembro de 2019.

Abstract

O despertar intraoperatório, embora raro, é uma complicação angustiante que está associada a sequelas psicológicas. Vários métodos baseados em EEG foram implementados para monitorar e prevenir o despertar intraoperatório, e o monitor de BIS é um dos mais estudados. O BIS pode fornecer informações importantes se o(a) anestesiologista interpretar adequadamente os valores em vários contextos clínicos. Vários fatores, incluindo interferência elétrica, impedância, atividade EMG e uso de cetamina/óxido nitroso, influenciam a confiabilidade de valores BIS.

Estudos sugerem que manter um valor BIS entre 40 e 60 é mais efetivo na prevenção de despertar intraoperatório em comparação ao monitoramento de sinais clínicos, e pode ser particularmente eficaz em casos operados sob AIVT sem infusões alvo-controladas. Todavia, quando uma anestesia balanceada com base em voláteis é usada, o BIS não mostrou ser mais efetivo do que um protocolo de monitoramento de ETAG estabelecido na prevenção de despertar intraoperatório. Assim, o uso rotineiro do monitoramento de BIS com a única finalidade de prevenir o despertar intraoperatório continua
controverso.

A literatura atual sugere que o monitoramento de BIS pode ter outros benefícios potenciais, como promover uma recuperação anestésica mais rápida, diminuir o consumo de drogas anestésicas, reduzir a disfunção cognitiva pós-operatória e oferecer uma estratificação do risco perioperatório. Em última instância, estudos adicionais são necessários para se apreciar e confirmar o potencial completo de uso rotineiro de BIS na anestesia geral.